
È com muito pesar que a Sociedade Filarmônica 13 de Junho anuncia o sentimento de luto pela morte de Dr. Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães. O corpo do médico, escritor e historiador foi encontrado ontem à tarde no apartamento em que morava na cidade de Goiânia.
Carlos Fernando possui uma história muito ligado à cultura sempre lutou para a valorização da instituição. Em seu livro, lançado em 2006, - Filarmônica 13 de Junho 100 anos de tradição- dedicou sua linha de pesquisa para reunir toas as estórias que fizeram parte deste patrimônio.
A Filarmônica 13 de Junho, já reconhecendo sua importância para o meio artístico cultural, dedicou em 1999 um de seus dobrados, DOBRADO DOUTOR FERNANDO FILGUEIRAS DE MAGALHÃES, tendo como compositor Antônio José do Santos. Recentemente, a pedido dos músicos, Dr. Ferdando, como era chamado, ajudaria na reforma do estatuto que rege a instituição.
A Filarmônica 13 de junho reconhece a perda irreparável tanto para sociedade paratinguense, quanto para a cultura brasileira e prestará sua última homenagem hoje às 17h no cemitério local, onde está previsto para acontecer o sepultamento.
Referência:
Nascido em Paratinga (BA), em 17 de outubro de 1940, Carlos Fernando Figueiras de Magalhães mudou para a Capital nos anos 60 e bacharelou-se em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Uma amiga do escritor afirmou que tudo que é relacionado a cultura, Carlos Fernando estava envolvido.
Carlos Fernando era médico intensivista do Hospital das Clínicas, por onde se aposentou. Ele também era especializado em cirurgia infantil. Ele fez parte da equipe da revista Projeto Práxis, onde publicou vários de seus trabalhos. E foi um dos membros da instauração do Movimento Práxis em Goiás. O médico se destacou como crítico de teatro, literatura, cinema, artes plásticas e história da arte. Professor na Faculdade de Medicina de Goiás e Conselheiro de Cultura do Município de Goiânia, Carlos Fernando pertencia ao Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.
Em dezembro do ano passado, Carlos Fernando recebeu o Prêmio Jaburu, a maior comenda na área cultural no Estado pelo trabalho como estudioso, pesquisador e produtor de arte. O médico trabalhava em várias vertentes: poesia, romance, conto, teatro, cinema, fotografia e música.
Ele é autor de romances, textos de teatros e poesia. Algumas de suas obras: Via Viagem (1970), Daniel (1976), O Jogo dos Reis (1986), Quarks (1993), Lampião (texto-poesia para ópera, publicado na Revista Goiana de Artes), Perau (2003) e Cometa (2007).
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